A licitação ocorreu em 10 de dezembro do ano passado e nem mesmo as chuvas torrenciais que atingiram e arrasaram o município foi motivo suficiente para suspender a licitação.

Já no “apagar das luzes” de 2021, a atual gestão do município de Prado/BA, comandada pelo atual prefeito Gilvan Silva Santos (PSD), realizou Licitação (Pregão Presencial para Ata de Registro de Preços nº 44/2021) vultosa para a compra de livros didáticos, paradidáticos da educação infantil, 03, 04 e 05 anos da rede municipal de ensino. São dois contratos com uma empresa sediada em Feira de Santana que somados chegam a um montante de R$ 654,800,00 mil (Seiscentos e cinquenta e quatro mil e oitocentos reais). Outro fato curioso é que a suposta licitação ocorreu em 10 de dezembro do ano passado e nem mesmo as chuvas torrenciais que atingiram e arrasaram o município foi motivo suficiente para suspender a licitação. 

Segundo informações repassadas por uma fonte que pediu para ter identidade preservada, o dinheiro para o pagamento desses contratos da compra dos livros seriam oriundos dos recursos recebidos por meio dos precatórios. 
“Sem dúvidas isso é um verdadeiro escândalo, é muito dinheiro apenas para comprar livros que são distribuídos aos municípios gratuitamente pelo MEC. O interessante é que essa compra foi feita no final do ano, em um momento de calamidade pública por causa das fortes chuvas e sem consultar a classe dos professores e também segundo as informações não teve análise pedagógica do material”, disse a fonte. 
É nisso que a reportagem do Zero Hora News irá intensificar suas averiguações para saber exatamente os valores dos livros, a quantidade dos livros, quais as escolas e as séries que os livros serão destinados e qual o número de alunos que receberão esses livros, bem como os profissionais responsáveis pela analise pedagógica do material.
Nossa equipe de reportagem solicitará com base na Lei de acesso à informação cópia do processo licitatório para análise, bem como ouvir a APLB Sindicato por ser o órgão representativo do setor.
A reportagem tentou entrar em contato com a prefeitura para explicar sobre essa licitação e os valores exorbitantes dessa compra, mas até o momento da publicação não obtivemos retorno.
Fazer apenas a licitação não é sinal de transparência. É preciso prestar contas do dinheiro recebido.

Por: Vanderlei Filho

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